"A new fantastic point of view..."

Queridos leitores desse blog, vou dar uma sugestão para vocês: não considerem tanto assim as coisas que eu digo aqui porque eu posso mudar de idéia!
Eu juro que não faço por mal! É que, no momento em que eu escrevo, tudo aquilo pra mim é uma verdade. Mas o mundo dá voltas, as coisas acontecem sem a gente esperar, enfim... Chega de blábláblá e senta que lá vem a história!
Eu tinha desencanado do Augusto, como vocês viram no post anterior, certo?
Mas nós (eu, a Regina e o grupo que ele participa) fomos fazer uns shows fora do Rio e passamos alguns ótimos dias juntos! Porém, confesso que a convivência com o Augusto só fez aumentar o tesão que eu sentia! Ele tava demais... Foi um amor comigo, me paparicava o tempo inteiro, não deu a menor bola pra Regina, não botou um baseado na boca, não disse e nem fez nenhuma besteira... Resumindo: eu tive que me segurar para não agarrá-lo! Foi difícil, mas consegui. Entretanto, voltei de viagem doida pra dar uns pegas nele.
Dias se passaram, mas essa vontade não. Até que chegou o show seguinte, aqui no Rio mesmo, e coincidiu com o aniversário dele. Climinha rolando, ele na minha cola, toda hora me abraçando, essas coisas... Mas, minutos antes de começar a apresentação, resolvi olhar para a platéia do alto de uma escada! Legal, casa cheia, gente interessante e... opa, opa! Peraí! Aquele cara era quem eu estava pensando??
"Nãaao, Lily! Você tá maluca! Não podia ser... Isso é produto da sua i-ma-gi-na-ção!"
Mas ele sorriu... e ninguém mais tem aquele sorriso. Então, eu tive certeza: era o João.
Pois é, minha gente. João apareceu no show de surpresa. Foi lá (sozinho) pra ver o trabalho do grupo, mas também, logicamente, foi em consideração a mim, né? Imediatamente fui dar um oi, agradecer por ele ter ido e fui trabalhar. Depois do show e da desmontagem do palco, voltei pra falar com ele, que estava me esperando. Conversamos sozinhos do lado de fora durante aproximadamente uma hora. Foi super agradável e, quando nos despedimos, senti que pintou um clima e até achei que ele fosse me beijar, mas não o fez. Eu fiquei na minha também, mas entrei de volta na casa de shows pensando no quanto tinha sido bacana da parte dele ter aparecido.
Bom, mas a vida continua (e não presta mesmo) e nós ainda íamos comemorar o aniversário do Augusto. Mas era começo da semana, nada mais estava aberto àquela hora da madrugada. Então, alguém teve a idéia de alugarmos uma suíte para festas no melhor motel do Rio, o Vips, e festejarmos por lá (atenção: a idéia não era fazer suruba ou algo do tipo, OKAY???).
Eram 3 casais já formados. Eu e Augusto, em processo de formação. E... a Regina, que a essas alturas, ainda parecia achar que pegaria o Augusto.
Entramos todos na suíte. Era maravilhosa! Tinha piscina com cascata, saunas, hidromassagem e uma vista absurdamente linda. Uma das mais lindas que já vi.
Augusto, entusiasmado, esqueceu que estava com o celular no bolso e pulou na piscina de roupa e tudo! Consequentemente, o aparelho pifou e eu tive a idéia de ajudá-lo (tão desinteressadamente...), usando o secador de cabelo do banheiro pra tentar secar os mecanismos do celular.
Não deu muito certo e quando desistimos de tal ação, olhamos para a suíte e cada casal estava num canto se pegando. Nada de Regina também. Sobrávamos, portanto, os dois sozinhos no banheiro. Augusto me olhou e ficou me rodeando, sem graça, enquanto eu o olhava através do espelho. Até que ele fechou a porta. Parou e perguntou:
- Você quer a mesma coisa que eu?
- Provavelmente.
Então, galera, ele me beijou e tipo ansinnnn... foi bom pra caraaaaaaaalho! Eita homem gostoso! Melhor ainda do que eu imaginava!!! Só saímos do banheiro quando notamos que a galera estava conversando e rindo alto. Então fomos lá fazer uma social até porque, apesar dos pesares, eu morri de pena da Regina que estava de vela quádrupla e, ainda por cima, velando o cara que ela gosta com a colega de trabalho dela (eu). Situação muito chata. Tudo bem que ela deveria ter se tocado que estava rolando um clima entre mim e o Augusto (porque estava óbvio), baixado a bola e simplesmente não ter nos acompanhado no motel...
Mas ok! Voltemos à parte boa.
O ponto alto da noite foi quando o Augusto estava sentado no parapeito da varanda da suíte. Abaixo dele só se via um mar infinito. Eu fiquei parada, observando a cena, até que ele me viu e me chamou para sentar ao seu lado. Eu inicialmente tive medo por causa da altura e recuei. Ele me estendeu a mão e fez como o Aladdin (lembram?), quando me disse:
- Você confia em mim?
Eu confiei. Segurei na mão dele e sentamos um ao lado do outro, agarradinhos. Só nós dois, entre o mar e o céu cheio de estrelas. Foi foda. Não existe outra palavra pra distinguir.
Isso foi uma metáfora para o que sinto agora. João foi muito legal em ter ido ao show, mas não posso mais me apoiar na possibilidade de um dia vir a ficar com ele de vez. Pode ser que isso nunca aconteça... quem vai saber? Então, vou me arriscar a ver a vista. A paisagem vai mostrar o que ela tiver que mostrar.
Lembram do final daquele clássico do Lulu Santos, Tempos Modernos?
"Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir"
É bem por aí...